“Superman” é um passo na direção certa
Filmes | Estreias
Depois de meses de antecipação, o primeiro filme do novo universo da DC, agora com James Gunn ao leme, chegou finalmente às salas de cinema do mundo inteiro. “Superman” foi a escolha do diretor de “Guardiães da Galáxia” para começar a revitalização deste mundo super-heróis, há demasiado tempo na sombra da Marvel.
Muito resumidamente, o novo Super-Homem é um caminho na direção certa. Gunn e a sua equipa foram capazes de criar uma história que mistura tudo o que se espera num filme de super-heróis com o humor, a música e as mensagens sobre a humanidade e o mundo atual que o realizador nos habituou. É tudo perfeito? Não é, mas a nova abordagem a Clark Kent e Lois Lane deixa uma boa base para o que podemos esperar destas personagens e das restantes que as rodeiam, num contexto menos sombrio do que aquele que Zack Snyder procurou e numa altura em que a própria Marvel está a enfrentar alguns problemas com os seus filmes mais recentes.
Se ainda não viste o filme ou sequer o seu trailer, os parágrafos seguintes podem conter alguns spoilers.
Com um orçamento de 225 milhões de dólares, a Warner Bros colocou na mãos de James Gunn o futuro do seu universo de heróis. Depois de percalço após percalço (o segundo filme de “Wonder Woman”, “The Flash”, a sequela de “Shazam” e “Black Adam”) só para dar alguns exemplos, o objetivo é claro: criar uma receita, uma narrativa abrangente, que permita tornar os filmes em espetáculos imperdíveis que só fazem sentido ver num grande ecrã de cinema.
Começar por um elenco que entusiasme é um bom ponto de partida. David Corenswet, que tinha poucos destaques na sua filmografia, foi a escolha para o protagonista; Rachel Brosnahan, a incrível Mrs. Maisel na série da Prime Video, foi selecionada como Lois Lane; e Nicolas Hoult quis muito o papel principal, mas acabou sem cabelo como Lex Luthor. Nota também para a presença da “nossa” Sara Sampaio como Eve Teschmacher, a namorada do vilão.
Quanto à história, a grande dúvida era perceber como é que James Gunn ia conseguir criar algo de diferente e interessante, face às interpretações anteriores de Super-Homem. Provavelmente, ninguém precisa de saber novamente a sua história de origem, como gere a dupla identidade ou até como é que se apaixona pelo amor da sua vida outra vez. É, por isso, que a decisão de colocar o super-herói numa posição de fragilidade foi não só ambiciosa como corajosa. Nos primeiros 30 minutos do filme, o Super-Homem leva a sua primeira grande tareia, lida com a instabilidade familiar e de uma relação que começou há pouco tempo e sofre com as consequências de ter procurado resolver um conflito mundial com as próprias, cuja ligação com acontecimentos no Médio Oriente que estamos a viver atualmente não é de todo ingénua.
Parecem todos ser temas sérios, mas Gunn e a equipa de argumentistas procurou dar um pouco mais de “personalidade” à personagem e criar uma dinâmica entre as que a rodeiam, das principais à secundárias, que garantissem um equilíbrio entre o tom mais dramático de ação e a leveza de alguns comic reliefs que a Marvel dominou tão bem nos últimos anos. A adição de Krypto, o cão mutante de Super-Homem, foi um dos principais contribuidores para isto e, aparentemente, também para o aumento da procura de cães nos EUA. De acordo com a Google, nos últimos dias, as pesquisas por “cães para adotar perto de mim” subiram 513%.
No decorrer do filme, há alguns diálogos ou até monólogos que não estão necessariamente ao nível dos melhores momentos, mas são mais clichés aos quais Gunn não conseguiu fugir e que no final do filme acabamos por desculpar. Boa ação, boa química entre Corenswet e Brosnahan e um sentimento de que poderá haver aqui mais coisas a explorar nos próximos anos.
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