Stranger Things. Teremos sempre Hawkins
Três anos depois, bastaram quatro episódios para percebermos que ainda tínhamos mais saudades de Hawkins e do universo Stranger Things do que o que imaginávamos. Ainda nem acabou a quinta, e última temporada, da série e já sentimos falta da magia que pôs a gen Z a ouvir Kate Bush e os millennials colados a uma série infanto-juvenil.
Eleven, Mike, Dustin, Lucas e Max já não são as crianças da primeira temporada de Stranger Things e Stranger Things também já não é a mesma série. À semelhança do que aconteceu com a saga Harry Potter, também as temporadas de Stranger Things foram sendo o espelho do crescimento dos cinco amigos e ficando mais profundas e escuras à medida que o grupo cresce. Definitivamente, a quinta temporada tirou o “infantil” da série infanto-juvenil e confirmou de forma categórica o estatuto da série como um dos maiores fenómenos globais da Netflix
Lançada em 26 de novembro, a primeira parte, composta pelos quatro primeiros episódios, acumulou 59,6 milhões de visualizações nos primeiros cinco dias, estabelecendo a estreia como a mais bem-sucedida de sempre de uma série falada em inglês na plataforma. E tornou-se a terceira maior estreia de toda a história da Netflix, atrás apenas das temporadas dois e três de Squid Game. Este desempenho representa um crescimento de 171% em relação à quarta temporada, que registou cerca de 22 milhões de visualizações nos primeiros três dias.
O impacto da estreia não se limitou à nova temporada, todas as quatro temporadas anteriores voltaram a entrar simultaneamente no top 10 global da Netflix, algo inédito para qualquer série. Entre 24 e 30 de novembro, Stranger Things tornou-se a primeira produção a ter cinco temporadas diferentes no top 10 ao mesmo tempo, com a quinta temporada a ocupar o primeiro lugar.
Sinais de que esperámos todos demasiado tempo pelo regresso das aventuras escritas pelos irmãos Duffer, mas não tempo suficiente que nos fizesse esquecê-las. A narrativa desta última temporada retoma 18 meses após os eventos da quarta temporada. Hawkins encontra-se sob quarentena militar, com soldados a patrulhar as ruas e cercas de quilómetros, enquanto Vecna (Henry Creel) continua a ameaçar o mundo real.
A primeira metade da temporada funciona sobretudo como preparação para o último dos quatro episódios: vai ter questões, achar que não se lembra da narrativa, mas resista, no quarto e explosivo episódio tudo faz sentido. Eleven, Hopper, Joyce e o grupo original enfrentam novas armadilhas, enquanto Will Byers re-descobre a ligação com Vecna e os Demogorgons.
Os episódios iniciais mantêm o espírito clássico da série, combinando ação, suspense, humor e nostalgia dos anos 80 e, claro, não nos falta o Running Up That Hill de Kate Bush.
Will, com a ajuda de Joyce e de Mike, atravessa mais uma vez experiências traumáticas, Max permanece em coma, novas tensões surgem entre Nancy, Jonathan, Steve e Robin. Hopper e Eleven fortalecem a relação de pai e filha e mostram que o amor incondicional não tem a ver com sangue. Dustin e Lucas percebem demasiado cedo a linha que separa o luto da esperança. Há um crescimento considerável em todos os personagens, inclusive nas já não tão pequenas Holly Wheeler e Erica Sinclair. Ação, drama e, claro, os momentos de comédia que nos vão permitindo respirar e rir.
A base da série continua a ser o mesmo a que nos habituou desde o primeiro dia, o mundo balança entre maldade e a bondade e as crianças são simultaneamente esperança e alvo a abater. O grupo inicial já não está tão focado em jogar Dungeons and Dragons, mas sim em viver o despertar das primeiras paixões. Sempre com a amizade e a verdade nas relações como pano de fundo, surge nestes episódios uma nova geração de crianças, como Holly Wheeler e Derek Turnbow.
O quarto episódio desta primeira parte é aquilo a que Stranger Things sempre nos habituou: plot twists, surpresa, ação, amizade e nostalgia. Faz valer a pena todas as questões que tivemos ao longo de quatro temporadas e dos primeiros três episódios desta primeira parte da última temporada. E, acima de tudo, deixa-nos a ansiar pelos próximos episódios, enquanto lamentamos antecipadamente o fim do universo Stranger Things.
A Netflix revelou que a segunda parte da temporada estreia a 25 de dezembro, enquanto o episódio final, com 2h05 de duração, chega a 31 de dezembro de 2025 às 22h, sendo exibido simultaneamente em mais de 500 cinemas nos Estados Unidos. O episódio final promete encerrar a série com uma batalha épica contra Vecna, despedidas emocionantes e o máximo de espetáculo, marcando a conclusão de uma das séries mais populares da última década.
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