Sirens: viemos pelo cast, ficámos pelo enredo
Séries | Netflix
Repleto de temas como a mitologia grega, trauma familiar e relações complicadas, Sirens é o atual sucesso da Netflix, contando já com mais de 86 milhões de horas vistas a nível global.
Apesar de não haver muita conversa nas redes sociais, Sirens tem conquistado discretamente o público, mantendo o 1º lugar do top 10 das séries da Netflix pela segunda semana consecutiva.
A história acompanha a visita de Devon (Meghann Fahy), à “nova” vida da irmã mais nova, Simone (Milly Alcock), que tem uma relação intensa com a chefe Kiki (Julianne Moore), uma multimilionária com uma grande e estranha influência no núcleo que a rodeia.
Passando apenas um dia dentro do mesmo ambiente que a sua irmã, Devon reconhece o comportamento duvidoso de toda a alta sociedade da ilha de Port Haven e decide que tem de salvar Simone deste grupo perigosamente parecido com uma seita.
Mas o que é que esta série tem de tão especial?
Apesar de Sirens ter um elenco extremamente talentoso, com atrizes como Julianne Moore, Meghann Fahy e Milly Alcock, o que nos prende é a história e a introdução da mitologia grega, que consegue ser ao mesmo tempo subtilmente imersiva.
Todas as histórias que lemos e ouvimos foram narradas pelos marinheiros, pelas pessoas que são seduzidas e acusavam as sereias de os atrair e fazer afundar os seus navios. Em Sirens, a perspetiva muda. A série explora o lado das “sereias”, o que leva às suas ações e às relações que estas estabelecem entre si.
Uma das melhores cenas da série é quando Devon é atraída pela Kiki para a casa de banho e desabafa sobre o que realmente sente. A cena tem um tom etéreo. Enquanto espectadores, não conseguimos entender se é verdade ou se a personagem que disse que nunca sonhava está finalmente a sonhar, mas capta perfeitamente o elemento de sedução que é tão predominante na série. Da comunidade da multimilionária aos homens que rodeiam as irmãs, todos são seduzidos e sugados para a bolha das três mulheres.
O detalhe que a série, desde o primeiro até ao último episódio, dá a todos os elementos da mitologia grega é incrível. O canto, os espelhos, as sereias e o mar são marcantes ao longo da narrativa. E, mesmo que não seja falado, ajudam a desenvolver o mundo de Sirens parecendo até, em momentos, que nós é que estamos a ser seduzidos.
É ainda interessante ver como é que este tipo de séries se tem tornado a fórmula perfeita para o sucesso das plataformas de streaming. Não tendo o mesmo enredo, Perfect Couple, The White Lotus e Sirens têm elementos comuns que chamam o público. Quem diria que uma praia numa ilha repleta de pessoas ricas e duvidosas, mortes e uma quantidade exorbitante de trauma familiar ia ser o novo caminho para o sucesso?
Ou talvez seja a Meghann Fahy.
Por enquanto não há qualquer ideia se a série vai ser renovada. Uma vez que é uma minissérie, não é esperado que seja renovada, mas, como sabemos, se muitas pessoas pedirem, a Netflix concede o desejo!
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